Iniciativas “sustentáveis”: entre a realidade e a ficção

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Então, adivinhem como foi a minha primeira experiência utilizando as minhas caixas de alimentos, na charcutaria e take-away do Continente:

 

  • 1/3 das funcionárias: simpática e entusiasmada com a iniciativa e muito perspicaz sobre como a implementar (até se lembrou de colocar a etiqueta no fundo da caixa, para não ter de virar a caixa do frango)
  • 2/3 das funcionárias não sabiam do que eu estava a falar (apesar de estar um cartão com publicidade à iniciativa no balcão onde uma estava a atender)
  • 1/3 das funcionárias tentou convencer-me que tinha de comprar as caixas do CNT (depois de assumir que desconhecia a promoção)
  • 1 responsável a tentar convencer-me que só começava em 1 de Julho
  • 1 responsável a negar que estava informação na charcutaria, nomeadamente o cartaz em cima do balcão de atendimento + uma zona de vendas das caixas de alimentos com alusão à iniciativa (afirmando que estava lá, à funcionária da caixa)
  • 0% desconto por ter levado as minhas caixas (deveriam ter aplicado 10%)
  • apesar da dificuldade no acerto da tara, o peso estava correcto
  • as etiquetas são um pesadelo para limpar

 

4 caixas utilizadas – 0% de desconto* – uma experiência cansativa e desagradável

 

Em suma, continua a cair sobre os consumidores, o encargo de lutar pela implementação de campanhas de sustentabilidade que as marcas anunciam como suas bandeiras.

Na prática, não é mais que greenwashing e outra forma de vender novos produtos (nomeadamente as caixas de alimentos).

 

Mas irei voltar a utilizar as minhas embalagens? Concerteza. Sempre.

Mas o fiambre continuo a comprar na padaria, até porque é mais barato e chateio-me menos.

 

https://descontos.blogs.sapo.pt/4118470.html

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