O “meu” comércio local em tempos de pandemia

Hoje, aconteceu-me algo que me entristeceu particularmente.

Quando fui ao café, local onde ia quase diariamente e onde me perguntavam pela mamã, a proprietária pediu-me que esperasse um pouco para poder ir à casa de banho.

O estabelecimento estava vazio e aparentemente estava há algum tempo, porque ela não conseguia sair um minuto, sem fechar a porta. Esperou por alguém de confiança.

É um café onde todos se conhecem, mesmo que só de passagem.

O senhor do cão, os 3 reformados que se sentam sempre na mesma mesa, o senhor que mete conversa com todos a partir do balcão…

 

Deixei de frequentar o café, como tantos/as outros/as. Mas continuo a ir comprar sumos para levar para casa.

Uma forma de contribuir… um pouco.

 

A casa onde comprava o meu mel de eucalipto fechou. Hoje disseram-me que não reabre.

Vi outros estabelecimentos que não reabriram.

Outros que juram que não sobrevivem a um segundo fecho.

 

Por tudo isso (e não só), tenho privilegiado as minhas compras no comércio local, seja na padaria, mercearias, a carrinha do peixe ou a senhora que se coloca no muro, junto à padaria.

 

Para os supermercados, guardo coisas como queijo mozzarella, o meu leite, ou o cuscus.

 

Não é um equilíbrio fácil, mas prefiro a cautela, a um descuido que coloque a minha mãe em risco ou leve a um outro fecho total.

 

A fazer o que se pode, esperando que seja suficiente.

 

https://descontos.blogs.sapo.pt/3805896.html

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