Para ambos, há sempre alguém que – de tempos em tempos, com uma pontualidade britânica – diz que é agora que vão acabar. Os tempos passam e a caravana passa… até ao próximo anúncio de fim de mundo e de fim dos descontos.
Enquanto todos esperam (e desesperam) com o fim dos vales de desconto e das acumulações, eu vou aguardo algo completamente diferente:
– marcas a ajustarem as suas ofertas para uma maior fidelização dos clientes (exemplo: Danone) porque já perceberam que há produtos que só são comprados com os vales de desconto e SE houver acumulação;
– locais de compra a competirem pela utilização de vales de descontos (exemplo: lojas as criar os próprios vales de desconto, a aceitarem vales de desconto de outras lojas ou até a duplicarem os valores de vales de desconto);
– locais de compra a acompanharem os preços praticados noutros locais (exemplo: Jumbo);
– maior emissão de vales de desconto porque as marcas querem concorrer entre si – até nos descontos por vales.
Ou seja, enquanto todos antecipam o fim, eu prevejo a proliferação/evolução de acordo com o que é a realidade de outros países em que os vales de desconto são utilizados há várias décadas.
Lembrem-se…
– uma boa parte dos descontos e acumulações são compras pontuais, não essenciais – só compraram por causa do vale de desconto ou acumulação;
– para cada produto processado/industrializado há dezenas de páginas na internet sobre como os replicar numa versão caseira e mais económica (e as marcas sabem disso);
– as marcas sabem que o “preço” será sempre um elemento decisor no acto da compra;
– os locais de venda sabem que precisam de aceitar vales de desconto sob pena de perderem os consumidores para outras lojas.
O que acham das minhas previsões?
https://descontos.blogs.sapo.pt/1579369.html